Causas da queda na produção
A Sucafina, empresa especializada no comércio de commodities agrícolas, prevê uma redução de 9,3% na produção combinada de café da América Central e do México para a safra 2026/27. O número cairá abaixo de 18 milhões de sacas de 60 kg, conforme informado em um relatório divulgado nesta quarta-feira (4). A redução se deve principalmente a anomalias climáticas no primeiro semestre de 2026 e ao que a Sucafina chama de “ano de baixa” no ciclo bienal de produção do arábica, uma das variedades mais cultivadas da região.
Impactos econômicos
1. Preços globais podem subir
Com a redução na oferta, os preços internacionais do café tendem a aumentar, especialmente se o consumo global permanecer estável ou crescer. Isso pode impactar diretamente consumidores finais no Brasil, onde o café é uma das principais exportações agrícolas.
2. Riscos para produtividade e qualidade
A falta de chuvas e temperaturas elevadas prejudicaram as áreas de cultivo em Honduras, México e Guatemala — os países mais afetados. Isso pode levar a uma safra com menor quantidade de grãos e também à diminuição da qualidade dos produtos, aumentando o risco de perdas para exportadores.
3. Pressão sobre controle de pragas
A Sucafina alerta que o manejo de pragas e doenças no último trimestre do ano será crucial para minimizar danos causados por brocas. Isso pode elevar custos operacionais para agricultores, afetando a rentabilidade da produção.
Como isso afeta o seu bolso?
Se você consome café em grãos ou em produtos derivados (como cafés prontos), os preços podem subir no mercado interno. Além disso, produtores brasileiros de café, que exportam para mercados globais, podem ter oportunidades de venda a preços mais altos, mas também enfrentar desafios com a competição por volumes reduzidos em regiões concorrentes.
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