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Raízen (RAIZ4) tem rating rebaixado a nível de calote após plano de recuperação extrajudicial

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Raízen (RAIZ4) tem rating rebaixado a nível de calote após plano de recuperação extrajudicial

A Fitch Ratings rebaixou as notas de crédito da Raízen (RAIZ4) para o nível de ‘default restrito’ — equivalente a calote — após a aprovação do plano de recuperação extrajudicial da empresa. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (22), afeta tanto a companhia quanto sua subsidiária Raízen Energia, com as classificações passando de ‘C’ para ‘RD’ em moeda local e estrangeira. Na escala nacional, os ratings foram atualizados de ‘C(bra)’ para ‘RD(bra)’. A agência acredita que a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas configura uma inadimplência porque muda as condições originais acordadas com os credores.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para investidores que possuem ações da Raízen (RAIZ4), a rebaixa de rating pode gerar preocupação, pois sinaliza risco elevado para a empresa. Isso pode impactar diretamente no preço das ações e na liquidez dos papéis. Além disso, a suspensão temporária de pagamentos e o capitalização dos juros durante a reestruturação podem afetar os fluxos de caixa da empresa, aumentando a incerteza sobre sua capacidade de cumprir obrigações futuras.

Medidas para fortalecer a estrutura financeira

Enquanto avança na renegociação de dívidas, a Raízen busca reforçar seu capital com uma oferta pública de até R$ 3,5 bilhões por meio da emissão de novas ações ordinárias e preferenciais. A operação prevê que ao menos 14 bilhões de papéis sejam comprados ao preço de R$ 0,25 cada. No entanto, isso pode resultar em diluição da participação acionária para quem não exerça os direitos de preferência.

Separação dos negócios e impacto na governança corporativa

A empresa também apresentou planos para separar suas operações em duas frentes: Raízen Energia (açúcar, etanol e bioenergia) e Raízen Combustíveis (distribuição de combustíveis no Brasil). A subsidiária Raízen Energia já obteve a autorização da CVM para ser listada na B3 sob o Nível 2 de governança corporativa. Essa mudança visa simplificar a estrutura do grupo e facilitar futuras ofertas públicas.

Riscos e possíveis consequências

A Fitch ressalta que, enquanto as mudanças não forem concluídas, o risco de execução permanece alto. A agência só revisará os ratings após a conclusão da renegociação, quando poderá avaliar a nova estrutura de capital, a liquidez e a capacidade de pagamento das duas empresas. Caso o plano falhe, a Raízen poderia enfrentar um cenário mais grave, como recuperação judicial ou até mesmo a liquidação do grupo.

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