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Redes de Distribuição Elétrica Brasileiras Passam por Transformação Digital

Fonte: Valor Econômico
Redes de Distribuição Elétrica Brasileiras Passam por Transformação Digital

A Portaria Normativa MME nº 126/2026 impulsionou a digitalização das redes de distribuição de energia elétrica no Brasil, determinando que as concessionárias instalassem medidores inteligentes em pelo menos 2% dos consumidores anualmente durante dois anos. Esses medidores têm várias funcionalidades como leitura remota, alarme antifraude e segurança cibernética.

A nova norma também prevê a tarifação por horário de uso e integração com o faturamento. Com mais unidades gerando informações remotamente, há uma necessidade crescente de infraestrutura para transmitir, armazenar, processar e validar esses dados. Além disso, a digitalização exige a implementação de plataformas analíticas para medição, faturamento e canais de relacionamento com o cliente.

A segunda fase da Consulta Pública nº 1/2026 da ANEEL apresentou uma proposta que define quatro componentes integrados: medidor inteligente, comunicação, gestão de dados e interface com consumidores. A empresa CAS Tecnologia está envolvida na gestão e diagnóstico dessa infraestrutura AMI (Advanced Metering Infrastructure).

O mercado livre será aberto à baixa tensão em duas etapas, permitindo que consumidores industriais e comerciais migrem para novos fornecedores a partir de novembro de 2027. Em novembro de 2028, residenciais também poderão escolher seus provedores de energia.

A digitalização das redes elétricas tem um impacto significativo na infraestrutura necessária para suportar e integrar os dados gerados por medidores inteligentes. Isso inclui a segurança cibernética, já que cada dispositivo conectado aumenta o risco de ataques. A CAS Tecnologia registrou um score 92 em segurança cibernética recentemente.

Testes simularam o processamento de 33 milhões de medidores por dia, gerando mais de 500 milhões de mensagens. Após uma indisponibilidade, a normalização dessas mensagens levou até 12 horas para ser restabelecida.

A Portaria também exige que as distribuidoras apresentem análises de custo-benefício considerando infraestrutura de comunicação e software, erros de leitura, perdas não técnicas, custos operacionais e ganhos de escala até fevereiro de 2028.

A digitalização das redes elétricas é uma tendência global que visa melhorar a eficiência e segurança do fornecimento de energia. No Brasil, isso implica em mudanças significativas na infraestrutura tecnológica e operacional das distribuidoras de energia. Essa transformação não apenas substitui medidores convencionais por inteligentes, mas também exige uma reconfiguração completa da maneira como a informação é coletada, processada e utilizada.

Como isso afeta o bolso do leitor: A digitalização das redes de distribuição pode resultar em tarifas mais personalizadas baseadas no horário de uso. Isso significa que consumidores poderão economizar dinheiro ao ajustarem seus hábitos de consumo para períodos com menor demanda.

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