Valuation recorde da Revolut supera Nubank em mais do que o dobro
A fintech britânica Revolut atingiu uma avaliação de US$ 115 bilhões após uma nova rodada de captação de recursos, um aumento de 53% desde novembro de 2025. Esse valor é mais do que o dobro da capitalização do Nubank (ROXO34), que hoje está estimado em R$ 56,1 bilhões.
A comparação entre as duas empresas mostra a diferença no modelo de negócios: enquanto a Revolut opera principalmente no mercado privado, o Nubank tem sua valorização definida diariamente na bolsa. Mesmo assim, o avanço da fintech britânica reflete uma estratégia de expansão acelerada e uma rentabilidade sólida.
Crescimento acelerado e internacionalização
A Revolut, fundada em 2015 com serviços de transferência e câmbio, ampliou sua atuação para oferecer soluções bancárias completas. Em 2026, a empresa lançou operações no Reino Unido, México, Austrália, Nova Zelândia, além de obter licenças bancárias na França, Colômbia e Argentina. Nos Estados Unidos, recebeu uma aprovação condicional do OCC (órgão regulador) para operar como banco nacional.
Esse movimento global é sustentado por resultados robustos: em 2025, a receita cresceu 46%, atingindo US$ 6 bilhões. O lucro antes dos impostos subiu 57%, alcançando US$ 2,3 bilhões, com uma margem de 38%.
Impacto no bolso do investidor brasileiro
Embora a Revolut não seja cotada na B3, seu crescimento pode influenciar indiretamente o setor financeiro brasileiro. A competição entre fintechs globais pressiona bancos tradicionais e outras fintechs locais a inovar, o que pode levar a melhores serviços para os consumidores.
Além disso, a internacionalização da Revolut sugere uma tendência de maior abertura no setor financeiro global. Isso pode beneficiar investidores brasileiros que buscam diversificar portfólios com ativos internacionais, como fundos de investimento ou cotas de empresas listadas em bolsas estrangeiras.
O próximo desafio: 100 milhões de clientes
A Revolut tem como meta ultrapassar 100 milhões de usuários ativos em mais de 100 países. Para isso, a empresa pretende expandir sua presença nos mercados já atendidos e entrar com novos serviços em regiões emergentes.
O CEO da Revolut, Nik Storonsky, destacou que o novo valuation representa não apenas o crescimento da operação, mas também a capacidade de oferecer soluções financeiras acessíveis para diferentes regiões do mundo.
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