RH estratégico ganha protagonismo nas empresas brasileiras
A pesquisa “O Perfil do CHRO no Brasil 2026”, divulgada pela Myndz Expert Recruitment em parceria com a Fundação Dom Cabral, revela que 87,5% dos Chief Human Resources Officers (CHROs) são reconhecidos pelos CEOs como parceiros estratégicos. Isso mostra uma mudança de paradigma: o RH não é mais apenas um departamento operacional, mas um motor de inovação e alinhamento com os objetivos corporativos.
Desafios na execução estratégica
Apesar do reconhecimento, 61,5% dos CHROs acreditam que o modelo atual de RH precisa evoluir para sustentar as demandas futuras. Esse desalinhamento entre expectativas e realidade indica uma lacuna em capacidades como análise de dados, transformação digital e gestão de talentos.
Inteligência artificial e pensamento crítico
80% dos CHROs consideram a automação e a IA prioridade imediata. No entanto, 83,1% desses executivos ressaltam que questionam criticamente as recomendações geradas por algoritmos, demonstrando uma postura equilibrada entre inovação e responsabilidade.
Como isso afeta o seu bolso?
A integração de IA no RH pode impactar diretamente os profissionais: processos seletivos mais rápidos podem acelerar contratações, enquanto a automação em tarefas repetitivas (como análise de currículos) libera tempo para atividades estratégicas. Por outro lado, 47,7% dos CHROs apontam que falta habilidade comportamental em candidatos, o que pode prolongar processos seletivos e afetar a produtividade.
Desafios de sucessão e formação de líderes
Surpreendentemente, 66,2% dos CHROs não têm um sucessor interno pronto para assumir. Esse gap reflete uma crise de formação de líderes, com 66,2% dos executivos chegando à função por contratação externa. A falta de preparo para liderar mudanças tecnológicas e culturais pode impactar a capacidade das empresas de inovar.
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