A indústria de data centers, que tem se expandido rapidamente em diversos países ao redor do mundo, ainda está em fase inicial no Brasil. Apesar disso, segundo Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia, a demanda por essa tecnologia não está crescendo tão rápido quanto se esperava.
Gargalos que estão travando o crescimento
O principal obstáculo mencionado por Estrella é a carga tributária. Para ele, isso pode ser resolvido com a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que está em discussão no Brasil. A falta desse regime especial dificulta o investimento nesse setor.
O segundo gargalo é relacionado à infraestrutura. Estrella explica que a velocidade com que os data centers precisam ser implantados não está alinhada com a capacidade de expansão da rede de transmissão elétrica no país. O tempo médio entre a identificação de uma necessidade de expansão e sua implementação real é de cerca de sete anos, o que pode desencorajar investidores.
Impactos na prática
Em apenas um ano, a CPFL Energia negou pedidos de conexão para data centers com capacidade totalizando 8 gigawatts (GW). Parte desses pedidos é considerada especulativa, mas ainda assim há uma demanda real que precisa ser atendida. Para Estrella, o Brasil precisa de políticas públicas específicas para atrair e manter essa indústria no país.
Como isso afeta o bolso do leitor
Para consumidores finais, a lentidão na expansão dos data centers pode impactar negativamente a velocidade e a qualidade da internet. Além disso, a demora na infraestrutura pode dificultar a chegada de novas empresas e inovações tecnológicas ao Brasil, o que pode afetar a competitividade do país no mercado global.
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