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Petrobras, Ambev e outras empresas divulgam resultados do terceiro trimestre de 2026

Fonte: Valor Econômico
Petrobras, Ambev e outras empresas divulgam resultados do terceiro trimestre de 2026

A Petrobras encerrou o terceiro trimestre com um recorde na produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural. A empresa extraiu 3,51 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, um aumento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento reflete a eficiência operacional da companhia e a capacidade de explorar recursos energéticos com mais produtividade.

Já a Ambev teve um desempenho financeiro que não atingiu as expectativas. O lucro líquido da fabricante de bebidas foi de R$ 4,37 bilhões no terceiro trimestre de 2026, representando uma queda de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa, porém, aprovou um programa de recompra de até 190 milhões de ações, equivalente a cerca de 4,7% das ações em circulação.

Outra empresa que chamou atenção foi a Motiva (antiga CCR), que teve um salto de 178% no lucro líquido atribuído aos controladores no terceiro trimestre. A alta pode ser explicada por ajustes operacionais e estratégias de aumento da eficiência.

A Intelbras também destacou-se com um crescimento de 19,3% no lucro líquido no mesmo período em relação ao ano anterior, atingindo R$ 176,6 milhões. A empresa acredita que essa performance foi impulsionada por uma combinação de inovações e aumento da demanda.

No entanto, nem todas as notícias são positivas. A Dexco informou ao mercado que registrará ajustes contábeis não recorrentes com impacto negativo estimado em R$ 190 milhões no Ebitda do terceiro trimestre de 2026. Essa medida está relacionada ao processo de otimização da estrutura industrial e ao encerramento de operações fabris ao longo do ano.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para os investidores, a performance das empresas pode impactar diretamente os preços das ações e os dividendos futuros. A recompra de ações da Ambev, por exemplo, pode aumentar a demanda pelo papel, potencialmente elevando seu valor no mercado. Já o ajuste contábil da Dexco pode levar a uma reavaliação do desempenho financeiro da empresa e, consequentemente, afetar os investidores que possuem suas ações.

Como isso pode me impactar?

Investidores em ações das empresas mencionadas podem esperar movimentos nos preços no curto prazo. Para quem está em busca de renda fixa ou renda variável, é importante acompanhar as decisões corporativas e os resultados trimestrais para ajustar suas estratégias.

Já os consumidores podem sentir impactos indiretos. A Petrobras, por exemplo, tem um papel fundamental no custo do combustível no Brasil. Com uma produção recorde, pode haver pressão sobre preços de combustíveis nos próximos meses, dependendo da demanda e dos contratos internacionais.

Além disso, a Suzano, maior produtora mundial de celulose de fibra curta de eucalipto, anunciou um novo aumento no preço da fibra para as regiões das Américas e Europa. Isso pode impactar custos de produtos que usam celulose em sua fabricação, como papéis, tecidos e embalagens.

Outras empresas, como a Raízen, resolveram uma dívida tributária de R$ 22,4 bilhões com o governo federal. Isso pode trazer estabilidade para a empresa no longo prazo, mas também pode afetar as expectativas de mercado sobre sua capacidade financeira.

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