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Setor de máquinas e equipamentos desacelera em 2025: alta dos juros e concorrência chinesa são os principais fatores

Fonte: Valor Econômico
Setor de máquinas e equipamentos desacelera em 2025: alta dos juros e concorrência chinesa são os principais fatores

O setor de máquinas e equipamentos no Brasil continua enfrentando dificuldades, com uma queda significativa no faturamento nos primeiros nove meses do ano. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou que o setor acumulou uma retração de 13,4% na receita líquida entre janeiro e setembro deste ano. Esse resultado reflete a combinação de fatores como os altos juros no mercado interno e a forte concorrência dos produtos importados, especialmente da China.

Como isso afeta o bolso do leitor

A desaceleração do setor impacta diretamente a economia brasileira. Com menos investimentos em bens de capital por parte das indústrias nacionais, a geração de empregos se torna mais difícil e a capacidade produtiva do país pode ser limitada. Isso pode resultar em maior dependência de importações, aumentando o déficit comercial no setor.

A receita líquida total do setor foi de R$ 201,1 bilhões entre janeiro e setembro, com uma redução de 15,8% nas vendas internas em relação ao mesmo período de 2025. A Abimaq destaca que essa retração reflete tanto a desaceleração do investimento interno como a baixa competitividade diante dos produtos importados.

Apesar da alta de 5,5% nas exportações em dólares, o valor real das exportações caiu 5,8%, devido à valorização do real. Os Estados Unidos continuam sendo o maior destino das exportações brasileiras, com 25,4% do total, seguidos pela Argentina e Singapura.

Concorrência chinesa pressiona o mercado nacional

As importações cresceram 4,8% até setembro, com forte participação dos produtos chineses. A China representa 36% das importações no período, contra 32,1% em 2025, aumentando ainda mais a pressão sobre os fabricantes nacionais.

O consumo aparente (soma da produção local com as importações descontando as exportações) acumulou uma queda de 11,7%, refletindo o menor investimento em máquinas e equipamentos no país. As importações somaram US$ 25 bilhões até setembro, elevando o saldo negativo da balança comercial do setor a US$ 14,84 bilhões.

Capacidade produtiva e emprego

A utilização da capacidade instalada do setor permaneceu estável em 79,5% no final de setembro. A carteira de pedidos subiu para 10,3 semanas de trabalho, um aumento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O nível de emprego no setor manteve-se estável, com 426,1 mil pessoas contratadas. No entanto, há uma pequena redução de 0,5% nas contratações do setor no acumulado do ano.

O único segmento em crescimento

O único segmento econômico da Abimaq que apresenta crescimento no ano é o de máquinas para infraestrutura e indústria de base. Os demais segmentos estão em retração, refletindo os desafios enfrentados pelo setor.

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