A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) expressou surpresa e preocupação com a divulgação do valor da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), fixada em 11,3% pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Esse imposto substituirá o PIS e a Cofins na reforma tributária. O valor está cerca de dois pontos percentuais acima do que era previsto inicialmente para o novo imposto.
A Abramat afirma, em nota oficial, que o setor da construção civil não foi contemplado com mecanismos de redução de alíquotas previstos para outros segmentos econômicos. Isso pode resultar em uma elevação da carga tributária no setor e impactar diretamente a cadeia produtiva da indústria de materiais de construção.
A associação reconhece o potencial da reforma tributária para simplificar o sistema e eliminar distorções que prejudicam a competitividade das empresas. No entanto, destaca que a alíquota divulgada pode gerar pressão sobre toda a cadeia da construção civil, com reflexos em investimentos e na capacidade de crescimento do setor.
Como isso afeta o bolso do leitor
Para os consumidores finais, essa elevação da alíquota pode se traduzir em preços mais altos para imóveis, reformas e outros serviços ligados à construção civil. A indústria de materiais de construção é um dos pilares do setor imobiliário no Brasil, e qualquer aumento na carga tributária tende a ser repassado ao consumidor.
Como isso pode me impactar?
Para quem investe em fundos imobiliários (FIIs) ou em empresas ligadas à construção civil, essa nova alíquota pode afetar os resultados das empresas e, consequentemente, o valor das ações. Além disso, pessoas que planejam comprar um imóvel ou fazer reformas podem enfrentar custos maiores no futuro próximo.
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