Regulamentação do fim da escala 6×1 adiada
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, confirmou que o decreto regulamentando o fim da escala 6×1 (trabalhar seis dias e descansar um) será publicado na próxima segunda-feira (9), após uma reunião com o presidente Lula. A medida, prevista em uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), busca garantir duas folgas por semana para todos os trabalhadores.
Como isso afeta o seu bolso
O fim da escala 6×1 pode impactar diretamente a rotina dos trabalhadores e a operação das empresas. Segundo Marinho, setores como o de teleatendimento podem ter dificuldades para cumprir a nova regra devido a restrições diárias existentes. Nesses casos, os acordos coletivos poderão definir alternativas, como reduzir a jornada para 42 horas semanais (primeira etapa) e depois para 40 horas (segunda etapa), com transição gradual.
Impactos econômicos relevantes
- Flexibilidade de folgas: Empresas terão que negociar com sindicatos para definir a melhor forma de cumprir as novas regras, o que pode gerar custos operacionais e afetar a produtividade.
- Redução da jornada: A transição para 40 horas semanais em um ano pode impactar a economia ao alterar padrões de consumo, especialmente em setores como comércio, onde o ministro mencionou uma possível diminuição de lojas físicas e aumento no uso de compras online.
- Juros elevados: A alta da Selic (13,75% ao ano) influencia diretamente a criação de empregos formais. O Caged mostrou que o crescimento de vagas desacelerou em setembro, com apenas 121.305 vagas abertas — o menor número desde 2020.
Críticas ao mercado financeiro
O ministro defendeu a necessidade de ouvir diferentes ideias, inclusive as do economista André Lara Resende, que propõe reduzir gradualmente a Selic para 7,5% ao ano. Marinho criticou o comportamento negativo do mercado financeiro ao discutir alternativas econômicas divergentes.
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