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Proposta de R$1,37 bilhão busca resolver déficits da previdência da Eletrobras

Fonte: Valor Econômico
Proposta de R$1,37 bilhão busca resolver déficits da previdência da Eletrobras

Proposta apresentada por aposentados da Eletrobras

Quatro associações de aposentados da antiga Eletrobras apresentaram uma proposta de R$1,37 bilhão para resolver os déficits do plano de previdência de benefício definido (BD), que afeta mais de 700 beneficiários. A iniciativa foi elaborada pela Associação dos Aposentados Participantes da Eletros (Apel) em parceria com outras entidades e discutida em reunião com a Axia Energia, o Cepel e a Eletros, responsável por administrar o plano.

Como isso afeta os beneficiários

A proposta prevê duas etapas. A primeira, de R$884 milhões, busca reduzir imediatamente descontos exorbitantes em benefícios de aposentados e pensionistas. Atualmente, esses descontos são custeados por contribuições extraordinárias dos próprios participantes, que pagam cerca de R$6 milhões mensais. A segunda etapa, com custo estimado em R$485 milhões, propõe a migração voluntária para um plano de contribuição definida (CD), com mecanismos para preservar a renda dos beneficiários.

Impactos econômicos e desafios

A primeira etapa da proposta exige que as patrocinadoras assumam integralmente os déficits já equacionados, enquanto novos déficits a partir de 2027 seriam divididos igualmente entre empregadores e participantes. A segunda etapa, porém, depende de aprovações técnicas, governamentais e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Para os beneficiários, isso significa uma tentativa de equilibrar a carga financeira entre empresas e colaboradores, evitando que idosos com mais de 80 anos enfrentem descontos que reduzem seus proventos a valores simbólicos.

O que o leitor deve saber

Se você tem familiares ou conhece pessoas afetadas por planos previdenciários semelhantes, essa proposta ilustra como déficits em fundos de pensão podem impactar diretamente a renda de idosos. A migração para um plano CD, por exemplo, poderia oferecer maior transparência no cálculo dos benefícios, mas exigiria ajustes na legislação e na gestão das patrocinadoras.

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