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Como a mobilidade interna e reskilling estão redefinindo carreiras no Brasil

Fonte: Valor Econômico
Como a mobilidade interna e reskilling estão redefinindo carreiras no Brasil

Evolução profissional vai além de promoções

Promoções e avanços hierárquicos não são as únicas formas de crescimento dentro das organizações. Mudanças laterais, transições entre áreas e aquisição de novas competências também são caminhos válidos para o desenvolvimento profissional. Um estudo da Right Management (marca do ManpowerGroup) revela que apenas 4% dos colaboradores têm um plano de carreira formal estruturado, destacando os desafios das empresas em mapear oportunidades de crescimento.

A adaptação à nova realidade do mercado

Nilson Pereira, CEO do ManpowerGroup Brasil, destaca que “a ideia de que uma carreira bem-sucedida precisa seguir uma trajetória sempre ascendente já não contempla todas as possibilidades de desenvolvimento. Uma mudança de área ou movimentação lateral também pode representar crescimento, especialmente quando amplia experiências e competências”.

Esse cenário é agravado pelas transformações no mercado de trabalho, com a ascensão da inteligência artificial e a necessidade constante de atualização de habilidades. Competências como adaptabilidade, resolução de problemas e capacidade de aprendizagem se tornam fundamentais para atuar em diferentes funções.

Modelos alternativos de carreira

Além das promoções, empresas estão explorando modelos que valorizam a mobilidade interna. Projetos interdepartamentais, novas responsabilidades e transições de função são estratégias que permitem aproveitar o conhecimento dos colaboradores em diferentes áreas da organização.

“Nem sempre a próxima oportunidade está em um cargo acima do atual. As empresas podem reconhecer o potencial das pessoas e criar caminhos para que desenvolvam e apliquem suas competências em diferentes áreas do negócio”, afirma Nilson Pereira.

O papel das lideranças e do RH

A implementação dessas estratégias exige alinhamento entre RH e gestores. Ações como reskilling (aprendizado para novas funções) e upskilling (aperfeiçoamento de habilidades atuais) precisam considerar tanto as demandas da empresa quanto os interesses dos profissionais.

Exemplos brasileiros de apoio ao desenvolvimento

No Brasil, iniciativas como o “Programa Nacional de Reskilling” do Ministério da Economia e o “Inovação e Desenvolvimento Regional” (do MCTI) buscam preparar trabalhadores para novas demandas do mercado. Além disso, programas de capacitação em tecnologia oferecidos por empresas e órgãos como a Receita Federal (via CNPJ) podem auxiliar profissionais a se atualizarem.

Uma responsabilidade compartilhada

A construção dessas trajetórias envolve tanto os colaboradores quanto as organizações. Enquanto os profissionais precisam buscar novas competências e identificar interesses, as empresas devem estabelecer critérios de mobilidade interna e oferecer oportunidades de aprendizagem.

“A carreira não precisa seguir uma linha reta para representar evolução. Reconhecer o valor de diferentes experiências permite que profissionais e empresas identifiquem novas possibilidades de desenvolvimento”, conclui Nilson Pereira.

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