Resultados de estudo combinado mostram avanço no tratamento do melanoma uveal metastático
A empresa britânica Immunocore Holdings (NASDAQ:IMCR) divulgou dados positivos de um ensaio clínico que combina o medicamento brenetafusp com o KIMMTRAK para tratar pacientes com melanoma uveal metastático. Durante o Congresso Anual da Society for Immunotherapy of Cancer, a empresa apresentou resultados que indicam uma taxa de sobrevivência global de dois anos de 70% entre 17 pacientes tratados na primeira linha.
Detalhes do estudo e segurança do tratamento
O estudo incluiu pacientes com marcador HLA-A02:01-positivo, um tipo específico de proteína que pode influenciar a resposta imunológica. A combinação dos dois medicamentos mostrou uma taxa de resposta global de 29%, com duração média da resposta de 24 meses. Já os pacientes que receberam apenas o brenetafusp em segunda linha tiveram uma taxa de resposta de 19% e sobrevivência mediana de 20,3 meses.
Quanto à segurança, a terapia combinada foi associada a síndrome de libertação de citocinas em 77% dos casos, com a maioria dos eventos classificados como leves (Grau 1 ou 2). Eventos adversos graves (Grau 3 ou 4) foram observados em 38% dos pacientes que receberam o tratamento combinado e em 41% daqueles que usaram apenas o brenetafusp.
Como isso pode impactar o setor de saúde no Brasil?
Embora a pesquisa tenha sido conduzida na Inglaterra, os avanços em terapias imunológicas podem influenciar o desenvolvimento de medicamentos similares no Brasil. A inovação em tratamentos para câncer de alta complexidade pode pressionar o custo de medicamentos oncológicos no país, especialmente se a tecnologia for adotada por laboratórios nacionais ou importados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a eficácia do tratamento combinado pode redefinir protocolos terapêuticos em instituições públicas e privadas que atendem pacientes com melanoma metastático.
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