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Vibra busca renovar contrato com Petrobras para uso da marca BR nos postos, mas negociações ainda não avançam

Fonte: Valor Econômico
Vibra busca renovar contrato com Petrobras para uso da marca BR nos postos, mas negociações ainda não avançam

Conflito de contratos e futuro da marca BR

A Vibra está em uma corrida contra o tempo para renovar o contrato que permite usar a marca BR nos mais de 8 mil postos que opera no Brasil. O acordo, válido até junho de 2029, estaria em risco após a Petrobras anunciar, em janeiro de 2024, que não tem interesse em renovar o pacto e exigir um plano para retirada da marca (chamado de ‘debranding’).

O presidente da empresa, Ernesto Pousada, reforçou ontem durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre que a renovação é a prioridade absoluta. No entanto, até o momento, não há sinal de acerto com a estatal, que não respondeu ao pedido de comentários.

Impactos financeiros e estratégias para 2027

A Vibra já preparou um plano alternativo caso a renovação do contrato não ocorra. A empresa também projeta ganhar participação de mercado em 2027 nos segmentos de diesel, gasolina e etanol, apesar dos desafios no diesel — que pode exigir aumento das importações.

No terceiro trimestre, a margem Ebitda recorrente da distribuição ficou em R$ 381 por metro cúbico, um valor próximo às expectativas de analistas. O Itaú BBA destacou a geração de R$ 2,5 bilhões em caixa livre e manteve recomendação de compra para as ações da Vibra.

Investimentos e desafios na expansão

Enquanto o conflito com a Petrobras persiste, a Vibra segue apostando no crescimento. O diretor financeiro, Maurício Teixeira, afirmou que investir em novos postos é o melhor retorno de capital da empresa. Atualmente, 60% dos novos contratos incluem bonificações para revendedores após cumprimento de metas — uma redução significativa em relação aos 80% de pagamentos antecipados registrados anteriormente.

Essa estratégia ajuda a aliviar o fluxo de caixa inicial, permitindo que a empresa expanda sua rede sem pressionar demais os recursos. No entanto, a dependência da marca BR e a incerteza sobre seu futuro podem impactar diretamente a operação dos postos e a confiança dos investidores.

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