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Aéreas chinesas enfrentam prejuízos devido ao aumento dos custos com combustível

Fonte: Valor Econômico
Aéreas chinesas enfrentam prejuízos devido ao aumento dos custos com combustível

As principais companhias aéreas da China, como China Southern Airlines, China Eastern Airlines e Air China, estão enfrentando um desafio financeiro significativo no terceiro trimestre de 2026. Apesar do período de alta temporada de viagens, os custos com combustível dispararam em meio ao conflito no Oriente Médio, colocando as empresas na iminência de registrar prejuízos no acumulado do ano.

De acordo com relatórios divulgados recentemente, a China Southern Airlines teve um prejuízo líquido de 609 milhões de yuans (equivalente a US$ 91,5 milhões) no terceiro trimestre, revertendo o lucro do mesmo período em 2025. A China Eastern Airlines também enfrentou uma queda drástica, com um declínio de 98% no lucro trimestral, chegando a apenas 64 milhões de yuans. Já a Air China registrou uma redução de 93% no seu lucro líquido.

O aumento nos preços do querosene de aviação impactou diretamente os custos operacionais das empresas, segundo informações divulgadas por elas mesmas. Apesar disso, as receitas mantiveram uma certa resiliência: a Air China teve um crescimento de 5,35%, enquanto a China Southern e a China Eastern registraram aumentos de 2,3% e 8,2%, respectivamente.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para os passageiros que dependem dessas companhias aéreas, a alta nos custos operacionais pode se refletir em tarifas mais altas. No entanto, aumentar as tarifas pode atrair alternativas de transporte como trens de alta velocidade, que são mais baratos e estão ganhando popularidade no país.

Como isso pode me impactar?

Para investidores que possuem ações dessas empresas, o desempenho financeiro negativo pode levar à queda nos preços das ações. Apesar de pequenos movimentos positivos nas cotações recentemente, todas as três aéreas perderam cerca de metade do valor este ano.

O setor da aviação civil na China ainda está desaquecido, com um crescimento modesto no número de passageiros (apenas 2%, totalizando 593 milhões nos primeiros três trimestres de 2026). As rotas internacionais apresentaram um aumento mais expressivo (4,7%), em comparação aos voos domésticos (1,7%).

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