As bolsas asiáticas fecharam a maioria em alta nesta segunda-feira, com investidores aguardando os resultados trimestrais da Apple. A expectativa é que a empresa, que não gasta grandes volumes de dinheiro com data centers, possa oferecer alguma clareza sobre o impacto do consumo de caixa em projetos de inteligência artificial (IA), que tem gerado preocupações no mercado.
No Japão, o Nikkei 225 fechou em queda de 0,33%, a 63.081,86 pontos. Já na Coreia do Sul, o Kospi subiu 2,24%, a 5.859,08 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,42%, a 23.393,32 pontos, e no mercado chinês continental, o Xangai Composto teve alta de 1,08%, a 3.638,03 pontos.
A Apple tem se destacado recentemente, com suas ações subindo por quatro meses consecutivos, permitindo que a empresa supere a Nvidia como a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo. Analistas esperam um lucro por ação (LPA) trimestral de US$ 2,00 e uma receita de US$ 113 bilhões, um aumento em relação aos US$ 1,85 registrados no mesmo período do ano anterior.
Além disso, a empresa pode anunciar projeções sobre o desempenho inicial das vendas do iPhone 18, cujas pré-vendas começaram em meados de outubro. Essa expectativa impulsionou os contratos futuros do S&P 500, que subiram 0,5%, enquanto os futuros da Nasdaq avançaram 0,9%.
Como isso afeta o bolso do leitor
Para quem investe em ações, especialmente no setor tecnológico, os resultados da Apple e as expectativas sobre o iPhone 18 podem ter um impacto direto na carteira. Se os números forem positivos, pode haver uma valorização nos papéis da empresa e de outras ligadas à cadeia produtiva.
Por outro lado, a desaceleração no crescimento do lucro por ação (LPA) das empresas do S&P 500, segundo o Goldman Sachs, pode levar a uma maior volatilidade nos mercados. Isso afeta investidores que buscam retornos estáveis e não querem se expor a grandes oscilações.
Como isso pode me impactar?
Investidores brasileiros com exposição ao mercado norte-americano podem sentir os efeitos da desaceleração no crescimento do LPA, especialmente em empresas tecnológicas. Além disso, as incertezas sobre a política nos EUA, como as eleições de meio de mandato, podem impactar decisões futuras de investimento.
No setor energético, o recuo dos preços do petróleo pode beneficiar consumidores que dependem desse combustível. No entanto, para quem investe em ações de empresas do setor, como a Petrobras, esse movimento pode significar uma redução no valor da carteira.
Enquanto isso, as notícias positivas sobre a China e o apoio dos reguladores aos mercados de capitais podem trazer alívio para investidores que têm exposição ao país asiático. A estabilidade no mercado chinês é importante para quem investe em fundos imobiliários ou ações com alta capitalização.
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