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Bangladesh fortalece parceria com a China para formar profissionais e reduzir desemprego entre jovens

Fonte: Valor Econômico
Bangladesh fortalece parceria com a China para formar profissionais e reduzir desemprego entre jovens

O governo do Bangladesh está intensificando uma parceria estratégica com a China na área de educação técnica e profissionalizante, visando equipar os jovens com habilidades que atendam às demandas do mercado de trabalho. O acordo inclui a modernização de oito instituições de ensino técnico no país, a criação de uma universidade conjunta e a introdução de programas integrados de treinamento, segundo um memorando de entendimento assinado em 17 de outubro.

A crise do desemprego entre jovens graduados é um dos principais motivos que levaram ao levante estudantil de 2024 no país. Segundo o Fundo Monetário Internacional, mais da metade dos jovens formados em Bangladesh está sem emprego, enquanto as instituições de ensino produzem centenas de milhares de graduados anuais, muitos deles em áreas como humanidades e negócios — campos que têm pouco impacto no mercado.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para os jovens que concluem seus estudos, a falta de habilidades práticas tem se traduzido em dificuldades para conseguir empregos. Muitos acabam dependendo de aulas particulares ou trabalhos informais, como é o caso de Hannan Hossain, que concluiu seu mestrado há três anos e ainda não encontrou uma vaga fixa no setor público.

Como isso pode me impactar?

Embora o foco da notícia seja Bangladesh, a realidade do desemprego entre jovens formados em áreas sem alinhamento com o mercado também se reflete no Brasil. No país, a falta de qualificação técnica e a concentração excessiva na educação acadêmica têm impactado negativamente o empregabilidade dos graduados.

As autoridades do Bangladesh destacam que a cooperação com a China pode ajudar a reduzir essa lacuna por meio de treinamentos práticos, digitais e baseados no trabalho. A modernização das instituições técnicas e a introdução de programas conjuntos com empresas chinesas são vistos como passos importantes para alinhar o ensino às necessidades do mercado.

Além disso, há propostas para expandir o número de instituições técnicas no país e enviar mais estudantes para a China, onde o custo do treinamento é consideravelmente menor em comparação com a formação local. A China também está avançando rapidamente na automação e uso da inteligência artificial, algo que Bangladesh pretende acompanhar para manter competitividade no setor de vestuário, um dos principais exportadores do país.

Fahim Mashroor, CEO do Bdjobs.com, destaca a necessidade de investimentos privados, ambientes empresariais estáveis e diversificação da economia como complementos essenciais à reforma educacional. Enquanto isso, a educação técnica e profissionalizante continua sendo uma prioridade para garantir que os jovens possam encontrar empregos com qualidade e renda adequada.

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