Crescimento do e-commerce apesar da crise
A XP Investimentos projeta um aumento de mais de 20% nas vendas do e-commerce durante a Black Friday de 2026 em relação ao ano anterior. Essa expectativa se baseia no reforço das estratégias das grandes plataformas, que estão apostando em promoções agressivas, crédito flexível e logística eficiente para atrair os consumidores.
Pressão competitiva e novos players
A entrada do TikTok Shop no mercado está intensificando a concorrência entre as lojas online. Além disso, datas como o 11.11 (tradicionalmente marcante no comércio asiático) estão ganhando relevância no calendário brasileiro, especialmente no setor de vestuário, onde varejistas combinam ofertas digitais com promoções de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos.
Consumidor pressionado, mas seduzido por condições de pagamento
Apesar do endividamento recorde das famílias e dos juros altos, os varejistas estão se preparando para um calendário promocional mais longo. Isso inclui a antecipação de compras que normalmente ocorreriam na própria Black Friday ou no Natal. Plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop reforçam campanhas com descontos, financiamento facilitado e parcerias com criadores de conteúdo.
Como isso afeta o seu bolso
O crescimento das vendas online está ligado a uma realidade: os consumidores estão utilizando mais vezes as opções de crédito oferecidas durante as promoções. Isso pode aumentar o endividamento pessoal, especialmente em um cenário onde juros altos já impactam significativamente o orçamento doméstico. A XP alerta que a isenção de imposto de importação para compras internacionais elegíveis (até US$ 50) também pressiona os varejistas nacionais, mas pode beneficiar consumidores que buscam produtos mais baratos no exterior.
Adaptações dos varejistas locais
No Brasil, empresas como Magalu, C&A, Renner e Riachuelo estão ampliando sua presença nas datas promocionais. A Magalu, por exemplo, beneficia-se da parceria com marketplaces e do fechamento de lojas físicas da Casas Bahia, reduzindo a concorrência no varejo tradicional.
Desafios para o setor
Mesmo com as estratégias agressivas, os varejistas enfrentam desafios como a necessidade de acelerar o giro de estoques e equilibrar ofertas com a realidade financeira dos consumidores. As farmácias, por exemplo, estão investindo em canais digitais para capturar compras de reposição e aumentar as vendas cruzadas.
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