O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está analisando novas formas de financiamento para impulsionar a indústria mineral no Brasil, especialmente projetos que exigem grandes investimentos. Um dos caminhos em estudo é o uso do Fundo Garantidor de Exportação (FGE), um instrumento criado em 1999 e gerido pelo próprio BNDES.
O desafio principal para o setor minerário, segundo José Luis Gordon, diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES, é a exigência de garantias para financiamento. “O grande gargalo, do ponto de vista financeiro, é a questão das garantias para apoiar o setor”, afirmou.
Recentes mudanças legislativas ampliaram o escopo do FGE, permitindo que ele apoie projetos produtivos no Brasil voltados à exportação e com foco em tecnologia ou economia verde. “É a alternativa também que estamos estudando, de usar o FGE como uma possibilidade de apoiar também, por conta dessas mudanças na lei, que permitiram que a agenda de descarbonização seja apoiada por este instrumento”, explicou Gordon.
Como isso afeta o bolso do leitor
Para os investidores e empresas do setor, essa mudança pode significar mais opções para financiar projetos de longo prazo com menos risco. Empresas que buscam expandir a produção e beneficiamento local poderão usar o FGE como garantia, facilitando o acesso a recursos.
Como isso pode me impactar?
Essa nova abordagem do BNDES pode atrair mais investimentos no setor mineral, especialmente em projetos de valor agregado. Isso pode gerar empregos e estimular a economia local, mas também aumentar a concorrência entre empresas que buscam financiamento.
Além do FGE, o BNDES está trabalhando com outras iniciativas para acelerar investimentos no setor mineral e de minerais críticos. Um exemplo é o Fundo Clima, com linhas de crédito incentivadas para projetos sustentáveis; o programa Brasil Soberano, financiado pelo próprio FGE; e a possibilidade de participação acionária por meio do BNDESPar.
O setor de minerais críticos também terá um novo aliado em breve: o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com recursos previstos de até R$ 2 bilhões. Esse fundo será parte da política nacional de minerais críticos, sancionada no ano passado.
O BNDES já estimou que, para dar suporte a projetos relevantes no setor, o FGAM precisaria de cerca de R$ 5 bilhões. Essa nova estratégia do banco pode acelerar investimentos e impulsionar a economia brasileira, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia e sustentabilidade.
Jota Finanças: Notícias, Análises e Educação Financeira.




