Nova alíquota da CBS eleva preços, mas pode reduzir custos efetivos para clientes
A alíquota de 11,3% proposta para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 2027 está gerando debates entre pequenos empresários que optaram pelo regime híbrido do Simples Nacional. A mudança impacta diretamente o preço final dos produtos e os créditos tributários disponíveis, mas pode beneficiar clientes corporativos.
Impactos econômicos para o empreendedor
Para uma empresa de calçados com faturamento anual de R$ 2 milhões, por exemplo, a CBS eleva o preço de venda do produto de R$ 100 para R$ 108,32 no regime híbrido. No entanto, o cliente (outra empresa) pode aproveitar créditos tributários de até R$ 11, reduzindo seu custo efetivo para R$ 97,32 — um desconto maior do que no Simples tradicional, onde o custo final fica em R$ 100.
Como funciona a vantagem dos créditos?
No regime híbrido, as empresas podem aproveitar créditos de IBS e CBS sobre insumos comprados e também oferecer esses créditos aos clientes. No Simples tradicional, esse benefício é limitado. Para uma empresa com faturamento de R$ 360 mil, o custo efetivo para o cliente cai de R$ 100 (Simples) para R$ 98,06 (híbrido), mesmo com a alíquota mais alta.
Vale a pena migrar? Depende do perfil da empresa
Empresas que vendem principalmente para pessoas físicas podem sentir o impacto negativo da nova alíquota, já que os consumidores não aproveitam créditos tributários. Já quem vende para outras empresas pode ganhar vantagem no custo final — desde que consiga aproveitar os créditos integralmente.
O que muda em 2027?
A CBS será cobrada separadamente do IBS no regime híbrido, aumentando a complexidade das operações. Empresas com faturamento acima de R$ 3,6 milhões terão parte da tributação recolhida fora do DAS (Guia Única do Simples), mesmo permanecendo no Simples tradicional.
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