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Como as empresas podem transformar o Outubro Rosa em ações reais de cuidado à saúde das mulheres

Fonte: Valor Econômico
Como as empresas podem transformar o Outubro Rosa em ações reais de cuidado à saúde das mulheres

A campanha do Outubro Rosa, que busca conscientizar sobre o câncer de mama, tem se tornado mais visível com a participação de marcas. No entanto, especialistas alertam que essa visibilidade precisa se transformar em ações concretas para garantir acesso à prevenção e ao tratamento.

Ações reais podem mudar o cenário

Maira Caleffi, médica mastologista e fundadora da Femama, e Luiz Fernando Correia, médico e comentarista de saúde da Rádio CBN, destacaram a importância das empresas se comprometerem com a saúde de suas funcionárias ao longo do ano. Entre as propostas apresentadas estão a liberação de horários para exames, apoio no deslocamento até serviços de saúde e assistência a pacientes que enfrentam dificuldades com planos de saúde.

Experiências internacionais inspiram mudanças

Correia citou um estudo na China em que a adesão à mamografia aumentou de 10% para 73% graças a programas de orientação e apoio aos exames. Esse tipo de iniciativa pode servir como referência para outras regiões, incluindo o Brasil.

A comunicação também precisa mudar

O médico sugeriu uma parceria entre organizações de saúde e agências de marketing de influência para capacitar criadores de conteúdo sobre prevenção e diagnóstico precoce. Essa aproximação pode ampliar a divulgação de informações confiáveis, especialmente em um cenário em que muitos ainda têm dúvidas ou dificuldades no acesso aos serviços.

O Outubro Rosa não deve ser sazonal

Embora o mês seja uma data simbólica para conscientização, os especialistas defendem ações contínuas ao longo do ano. Correia ressaltou que “existe engajamento, mas ele ainda é sazonal” e destacou a importância de empresas monitorarem as necessidades de saúde de seus funcionários, incluindo exames preventivos, como parte da rotina organizacional.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para mulheres que trabalham em empresas com políticas de saúde inclusivas, ter acesso facilitado a exames e tratamentos pode reduzir custos no longo prazo. Além disso, ao diminuir a necessidade de despesas médicas emergenciais, essas iniciativas podem impactar positivamente o orçamento familiar.

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