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Consórcio imobiliário se transforma em ferramenta de alavancagem patrimonial no Brasil

Fonte: Valor Econômico
Consórcio imobiliário se transforma em ferramenta de alavancagem patrimonial no Brasil

Crescimento acelerado do consórcio imobiliário

Com taxas de financiamento bancário chegando a 13,50% ao ano em 2025, adquirir um imóvel de R$ 500 mil por meio de empréstimo pode custar mais de R$ 400 mil apenas em juros ao longo de 30 anos. Diante desse cenário, o consórcio imobiliário tem ganhado novo destaque como alternativa estratégica para investidores que buscam alavancagem patrimonial. A modalidade permite que os participantes paguem parcelas mensais planejadas e, ao serem contemplados, acessem uma carta de crédito que pode superar o valor já desembolsado — sem comprometer suas reservas imediatamente.

Como isso afeta o seu bolso

Se você está considerando comprar um imóvel ou ampliar seu patrimônio, o consórcio oferece uma vantagem direta: ao invés de pagar juros elevados (como os 13,50% ao ano praticados por bancos), você paga apenas parcelas mensais fixas que dependem do valor da carta de crédito. Por exemplo, um imóvel de R$ 500 mil financiado com juros de 13,50% custaria cerca de R$ 920 mil ao final dos 30 anos (incluso os juros). No consórcio, o investidor paga parcelas menores e não sofre com a carga de juros altos. Além disso, pode usar recursos do FGTS para lances ou quitação antecipada, reduzindo ainda mais o custo total.

O que é FGTS?

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um programa governamental que exige que empregadores depositem uma parte da remuneração do trabalhador em uma conta vinculada. Esses recursos podem ser usados para lances no consórcio, quitação antecipada ou complementação de crédito — ampliando a chance de contemplação e reduzindo o custo final do imóvel.

Estratégias integradas com FGTS

Investidores estão combinando consórcio com o FGTS para acelerar a compra de imóveis. Por exemplo, ao usar recursos do FGTS para lances no consórcio, o participante pode ser contemplado mais cedo e pagar menos juros no longo prazo. Outra estratégia é adquirir um imóvel via consórcio e locar parte da unidade, gerando renda que cobre as parcelas do plano e ainda libera capital para reinvestimento.

Dados do setor

Segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administração de Consórcios), o segmento imobiliário cresceu 36,2% em vendas de cotas e 50% em negócios realizados em 2025. O consórcio já representa potencialmente 24% dos imóveis financiados no país nesse período. Esse crescimento é impulsionado por um novo perfil de participante: jovens profissionais, empreendedores e investidores que veem o consórcio como parte de uma estratégia de formação patrimonial.

Alavancagem patrimonial com consórcio

Para quem quer usar o consórcio como ferramenta de alavancagem, a estruturação começa pela definição clara de objetivos: aquisição para moradia, geração de renda ou revenda. Ao manter as reservas investidas enquanto o patrimônio é construído gradualmente, o investidor preserva liquidez e amplia sua capacidade de crescimento em múltiplas frentes.

Perspectivas futuras

A ABAC projeta um crescimento de até 25% no consórcio imobiliário em 2026, mesmo com a redução gradual da Selic. Jovens e investidores seguem escolhendo a modalidade por sua previsibilidade, ausência de juros e flexibilidade de uso da carta de crédito.

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