O setor de saneamento do Brasil deve receber investimentos recorde em 2023, totalizando cerca de R$44 bilhões. Segundo um estudo realizado pelo Itaú BBA e a consultoria Inter.B, esses recursos fazem parte de um total anunciado para o período entre 2026 e 2030 de aproximadamente R$201,5 bilhões.
O objetivo desses investimentos é universalizar os serviços de água tratada e coleta de esgoto no país. Até 2033, a meta do Brasil é garantir acesso à água tratada para 99% da população e ao tratamento de esgoto para 90%. O estudo também aponta que o montante total necessário para atingir essa universalização será de cerca de R$1,2 trilhão.
O responsável pela área de infraestrutura em project finance do Itaú BBA, Rogério Yamashita, destaca: “No mundo todo, as maiores oportunidades (para investimento) em saneamento estão no Brasil. Tem muita coisa por fazer por aqui.” Além disso, o co-diretor da área de infraestrutura e energia do Itaú BBA, Eduardo Corsetti, menciona que há grande interesse internacional no setor.
“Além da demanda clara, tem resiliência com contratos de concessão de longuíssimo prazo”, acrescentou Corsetti. Isso significa que os investidores estrangeiros veem o Brasil como um lugar seguro para colocar seus recursos, graças a contratos de concessionárias estendidos por muitos anos.
No entanto, segundo o estudo, os investimentos esperados entre 2026 e 2030 implicam em um montante anual injetado no saneamento de R$40,3 bilhões. Mas para atingir a universalização até 2033, esse ritmo deveria ser de R$95,2 bilhões por ano.
Como isso afeta o bolso do leitor?
Com esses investimentos, espera-se melhorias significativas nos serviços de água e esgoto. Isso pode resultar em economia no longo prazo para os consumidores, pois a infraestrutura mais moderna tende a ser mais eficiente.




