Jornada de trabalho curta pode elevar custos, mas ajudar a engajar colaboradores
A Marisa, rede de moda com 206 lojas no Brasil, está testando a escala de trabalho 5×2 (40 horas semanais) em cinco unidades como parte de uma estratégia para reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade. Segundo o presidente da companhia, Edson Garcia, essa mudança pode elevar os gastos entre 5% e 10%, mas os testes já mostraram benefícios em engajamento dos funcionários e redução do absenteísmo.
Como isso afeta o seu bolso?
Para o consumidor comum, a mudança na jornada de trabalho da Marisa pode ter impactos indiretos. A empresa busca aumentar as vendas por metro quadrado das lojas, incluindo uma maior oferta de roupas infantis e masculinas. Isso pode levar a preços mais competitivos em certas categorias, mas também depende do sucesso da reestruturação operacional que já reduziu despesas e aumentou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos e amortizações) em 90% no segundo trimestre de 2026.
Reestruturação traz ganhos operacionais, mas dívida ainda pesa
A Marisa passou por uma série de medidas para recuperar a rentabilidade: fechamento de lojas deficitárias, renegociação de contratos e redução da estrutura administrativa. Essas ações ajudaram a elevar a margem bruta de 49,1% para 53% em 2025 e a aumentar as vendas em 16,6%. No entanto, a dívida líquida ainda alcança R$ 394,8 milhões, o que pressiona o lucro líquido, que ficou negativo em R$ 68,4 milhões no mesmo período.
Foco em tecnologia e repositionamento da marca
A empresa também investe em ferramentas de inteligência artificial e autoatendimento para otimizar a operação. Além disso, planeja um reposicionamento da marca até 2027 para atrair consumidoras mais jovens, mantendo sua identidade ligada à moda feminina popular. Isso inclui uma maior presença em redes sociais como Instagram e a expansão de lojas de rua, formatos que já deram bons resultados nos anos 1990.
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