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Previdência Privada: Captação cresce com IOF, mas resgates caem em setembro

Fonte: Valor Econômico
Previdência Privada: Captação cresce com IOF, mas resgates caem em setembro

Dados de setembro mostram dinâmica entre captação e resgates

A previdência privada encerrou setembro com captação líquida de R$ 8,5 bilhões no ano, um aumento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2024. A arrecadação acumulada somou R$ 117 bilhões, com retração de 4,2% em 12 meses, enquanto os resgates chegaram a R$ 108,5 bilhões, com recuo de 5,4% na mesma base de comparação. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Setembro teve movimento positivo em captação bruta

Só em setembro, a captação bruta alcançou R$ 11,2 bilhões, um incremento de 11,2% ante o mesmo mês em 2024. Os resgates cederam 9,4%, a R$ 12,1 bilhões. O líquido foi então R$ 300 milhões menor, mas muito abaixo dos R$ 2,7 bilhões vistos em igual intervalo no ano passado.

Impactos do IOF sobre planos VGBL

Com a incidência de 5% de imposto sobre operações financeiras (IOF) em volumes mais expressivos nos planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), a expectativa do setor era uma redução no ritmo de aportes endereçados à previdência privada complementar. De fato, de janeiro a setembro, o valor diminuiu em R$ 5,1 bilhões na comparação anual.

Como isso afeta o seu bolso?

O aumento do IOF impacta diretamente os investidores que optam por planos VGBL. Esse imposto reduz a quantidade de recursos disponíveis para aplicação, especialmente em volumes maiores. No entanto, a queda nos resgates sugere que parte da população está adiando saques, possivelmente para evitar perdas com a desvalorização do real frente ao dólar ou para manter capital em planos de longo prazo.

Distribuição dos planos no mercado

Ao fim de setembro, os ativos em planos de previdência totalizavam R$ 1,96 trilhão, equivalente a 14% do PIB. O VGBL segue na liderança: o país somava 13,7 milhões de planos privados abertos, dos quais 8,6 milhões eram do tipo VGBL (63% do total). Outros 3,2 milhões estavam no Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), ou 23% do total; e 1,9 milhão correspondem ao estoque dos planos tradicionais de risco, acumulação e FAPI.

Destaque para VGBL na arrecadação

Do lado financeiro, os planos VGBL arrecadaram R$ 105,1 bilhões até setembro, ou 90% do volume total. Os demais R$ 9,8 bilhões foram destinados ao PGBL (8,4%) e aos demais planos.

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