Presidente da Prio confirma discussão sobre dividendos no próximo ano
O presidente da empresa de energia Prio, Roberto Monteiro, afirmou durante teleconferência com analistas que a companhia deve debater a possibilidade de pagar dividendos aos acionistas nos próximos meses. Porém, ele ressaltou que um eventual pagamento provavelmente ocorrerá em 2024, não este ano.
Dívida líquida cai para US$ 3,8 bilhões até o final de 2023
A dívida líquida da Prio encerrou o terceiro trimestre em US$ 3,46 bilhões. Com o pagamento da última parcela da aquisição dos 20% restantes do campo de Peregrino, na Bacia de Campos, esse valor subirá para US$ 3,95 bilhões no quarto trimestre. No entanto, Monteiro destacou que a empresa espera reduzir essa dívida para abaixo de US$ 3,8 bilhões até o final do ano.
Produção de 200 mil barris de óleo equivalente mantida até 2028
Monteiro explicou que a Prio está estruturada para manter uma produção de cerca de 200 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia até meados de 2028. Para garantir esse patamar, a empresa planeja perfurar cinco poços em Peregrino e outros cinco em Frade, na Bacia de Campos, no próximo ano.
Como isso afeta o seu bolso?
Para investidores que possuem ações da Prio ou fundos imobiliários (FIIs) com exposição à energia, a decisão sobre dividendos pode impactar diretamente os rendimentos. Além disso, a redução de dívida e a estabilidade na produção de petróleo podem influenciar preços no mercado energético brasileiro, afetando custos cotidianos como combustíveis e eletricidade.
Estratégia de longo prazo e desalavancagem
A Prio também planeja continuar comprando ações próprias e reduzindo sua dívida líquida. Monteiro destacou que, com a geração de caixa esperada, a empresa terá uma discussão no conselho sobre dividendos no próximo ano. Essa abordagem reflete uma estratégia de longo prazo, priorizando a saúde financeira da companhia antes de remunerações imediatas.
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