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Usiminas (USIM5) tem pior trimestre do ano e ações caem mais de 8% no Ibovespa

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Usiminas (USIM5) tem pior trimestre do ano e ações caem mais de 8% no Ibovespa

A Usiminas (USIM5), uma das maiores siderúrgicas do Brasil, teve seu pior desempenho em um trimestre desde 2023. Apesar de ter revertido um prejuízo bilionário no terceiro trimestre de 2026, o resultado ainda ficou abaixo do esperado pelo mercado e fez com que as ações da empresa caíssem mais de 8% no Ibovespa.

O lucro líquido da Usiminas foi de R$ 243 milhões no período, contra uma previsão de R$ 280 milhões. O Ebitda ajustado da companhia subiu 29% na comparação anual, mas caiu 27% em relação ao trimestre anterior e ficou abaixo das expectativas dos analistas.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para investidores que possuem ações da Usiminas ou fundos que têm exposição à empresa, essa queda pode impactar diretamente os portfólios. A perda de valor no papel pode gerar prejuízos imediatos, especialmente para quem comprou ações recentemente e não tem estratégia de longo prazo.

Como isso pode me impactar?

Investidores que possuem ações da Usiminas ou participam de fundos que incluem a empresa podem ver os seus investimentos desvalorizados. Isso é especialmente relevante para quem depende de dividendos, já que o desempenho fraco pode afetar a capacidade da companhia de pagar dividendos em 2027.

Pressões operacionais e custos elevados

Os analistas apontam que os números devem continuar pressionados nos próximos meses. A Usiminas espera uma deterioração moderada dos resultados da divisão de aço no quarto trimestre, devido a um mix de vendas menos favorável e aos custos elevados.

Na mineração, o cenário também é desafiador. A expectativa é de novas quedas nos volumes vendidos, especialmente com os fretes marítimos altos e preços mais fracos para o minério de ferro. Essa combinação pode dificultar a recuperação dos resultados no curto prazo.

O que esperar daqui para frente?

A Usiminas projeta uma alta nas exportações de aço, mas isso pode piorar o mix de vendas e reduzir a receita líquida por tonelada comercializada. Além disso, os custos com matérias-primas, energia e insumos industriais continuam elevados, impactando negativamente os resultados.

Três desafios principais para Usiminas

De acordo com o Safra, há três fatores que estão pressionando a empresa: menores volumes e preços no mercado doméstico; custos mais altos, especialmente com carvão e coque; e uma deterioração do cenário para o minério de ferro. Esses desafios podem dificultar a recuperação dos resultados no curto prazo.

Já os analistas da XP Investimentos destacam que os obstáculos continuam relevantes, como juros elevados, atividade doméstica fraca e pressão sobre os preços do aço. Esses fatores podem limitar o crescimento da empresa nos próximos meses.

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