Os gastos com construção nos Estados Unidos registraram uma queda de 1,9% em setembro, passando de US$ 2,227 trilhões no mês anterior para US$ 2,186 trilhões. Os dados divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Departamento do Comércio americano indicam uma desaceleração maior do que o esperado pelos analistas, cuja estimativa era de um aumento de 0,4%. Comparando com o mesmo período do ano anterior, os gastos caíram 2,7%.
No setor privado, os investimentos em construção também recuaram: US$ 1,639 trilhão em setembro, ou 2,4% menos que agosto. Esse declínio foi puxado principalmente pelas construções residenciais, que tiveram uma queda de 5,5%. Por outro lado, as obras não residenciais registraram um aumento leve de 1,1%.
No setor público, os gastos com construção somaram US$ 546,8 bilhões em setembro, ou 0,1% a menos que agosto. Esse movimento foi mais sutil, mas reflete uma desaceleração contida. Os investimentos em educação permaneceram estáveis no período, enquanto os gastos com construção de rodovias caíram 0,3%.
Como isso afeta o bolso do leitor
Para quem vive nos EUA ou tem investimentos ligados ao mercado imobiliário norte-americano, a desaceleração na construção pode influenciar preços e disponibilidade de imóveis. Menos obras podem significar menos oferta no mercado, algo que pode pressionar os preços no longo prazo, especialmente em áreas com alta demanda. Para investidores, essa tendência pode afetar a renda de fundos imobiliários (REITs) e até a performance de ações de empresas ligadas à construção.
Como isso pode me impactar?
Investidores que possuem ações de empresas do setor de construção ou fundos imobiliários podem ver sua carteira afetada, especialmente se a desaceleração continuar. Para quem tem imóveis nos EUA, uma menor oferta pode pressionar os preços para cima no longo prazo. Já para consumidores, o impacto é indireto: menos obras podem reduzir a geração de empregos temporários e afetar a economia local.
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