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Aprovação da PEC 6 por 1 gera desafios e oportunidades na construção civil

Fonte: Valor Econômico
Aprovação da PEC 6 por 1 gera desafios e oportunidades na construção civil

Impactos regulatórios na construção civil

A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita a escala de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com um ano de transição começando em dezembro, gerou preocupação no setor da construção. Empresas como MRV destacam que a mudança exigirá adaptações significativas, especialmente na busca por produtividade e inovação.

Produtividade e industrialização como saídas

Eduardo Fischer, co-CEO da MRV, afirma que o setor precisa acelerar a transição para modelos mais industriais e automatizados. “Nós efetivamente fazemos as 44 horas, muitas [indústrias] não fazem”, diz. Para neutralizar os impactos da redução de horas, Fischer defende investimentos em industrialização e robotização dos canteiros.

Desafios regulatórios locais

A diversidade de normas municipais dificulta a padronização. “De São Paulo para Guarulhos, são diferenças significativas nos padrões de construção”, explica Fischer. A falta de diretrizes técnicas uniformes impede a criação de linhas de produção padronizadas.

Incentivos tributários e reforma

Fischer defende um modelo que incentive municípios a adotar normas mais flexíveis, como taxas de juros reduzidas no crédito imobiliário. A reforma tributária, segundo ele, já é um primeiro passo para facilitar a industrialização da construção.

Como isso afeta o seu bolso?

A adaptação ao novo regime pode levar a aumento nos custos de produção. Se não houver avanços em produtividade e inovação, esses custos podem ser repassados aos consumidores finais, impactando preços de imóveis e aluguéis.

Robôs na construção

A MRV testa robôs para tarefas como pintura e nivelamento. Marcos Magalhães, da Minas Brisa, destaca que a automação pode reduzir desperdícios e aumentar qualidade. “Os robôs se pagam em seis meses”, afirma, apesar do custo inicial elevado.

Desafios estruturais

A escassez de mão de obra qualificada e o ambiente físico desgastante dos canteiros continuam sendo obstáculos. “Se estamos buscando que as pessoas trabalhem menos e sejam mais produtivas, esse é o caminho claro”, conclui Fischer.